A pensão alimentícia é um dos temas mais presentes nos processos de família. Ela garante que filhos — e, em determinados casos, ex-cônjuges — tenham suas necessidades básicas atendidas após a separação. Mas como esse valor é definido? E o que acontece quando a situação financeira muda?
O que é pensão alimentícia
Pensão alimentícia é a obrigação legal de uma pessoa sustentar financeiramente outra que não tem condições de se manter sozinha. No Direito de Família brasileiro, ela aparece principalmente em dois contextos: entre pais e filhos e entre ex-cônjuges ou ex-companheiros.
O pagamento pode abranger moradia, alimentação, saúde, educação, vestuário e lazer — tudo o que for necessário para manter o padrão de vida de quem recebe.
Como o valor é calculado
O Código Civil brasileiro adota o binômio necessidade-possibilidade. Isso significa que o juiz leva em conta dois fatores ao mesmo tempo:
1. A necessidade de quem recebe: quais são os gastos reais da pessoa que será sustentada — alimentação, escola, plano de saúde, atividades extracurriculares, entre outros.
2. A possibilidade de quem paga: qual é a renda, o patrimônio e os compromissos financeiros de quem arcará com a pensão.
Na prática, o valor é negociado entre as partes ou arbitrado pelo juiz. Quando há acordo, ele pode ser formalizado em cartório (divórcio extrajudicial) ou homologado em juízo. Quando não há acordo, o juiz fixa o valor com base nas provas apresentadas.
Para filhos, é comum que a pensão corresponda a um percentual do salário do alimentante — geralmente entre 15% e 30% dos rendimentos líquidos para um filho, podendo ser maior conforme o número de dependentes e as necessidades específicas.
Pensão fixada em salários mínimos
Quando o alimentante não tem renda formal comprovada, o juiz pode fixar a pensão em salários mínimos. Esse valor é atualizado automaticamente sempre que o salário mínimo é reajustado pelo governo federal.
Quando a pensão pode ser revisada
A pensão alimentícia não é definitiva. A legislação brasileira permite a revisão sempre que houver mudança significativa na situação de qualquer uma das partes. As situações mais comuns são:
Aumento de renda do alimentante: se quem paga consegue um emprego melhor ou tem aumento de salário, quem recebe pode pedir a revisão para cima.
Redução de renda do alimentante: demissão, doença ou outra dificuldade financeira pode justificar a redução do valor.
Mudança nas necessidades do alimentado: uma doença grave, mudança de escola ou ingresso em faculdade são exemplos que podem aumentar a pensão. Por outro lado, se o filho assume emprego e se torna financeiramente independente, a pensão pode ser encerrada.
Maioridade civil: quando o filho completa 18 anos, a obrigação alimentar não cessa automaticamente — especialmente se ele ainda estuda. É necessária uma ação judicial para exonerar o alimentante.
O que acontece em caso de inadimplência
Quem deixa de pagar a pensão pode sofrer consequências sérias. A lei brasileira prevê a prisão civil do devedor de alimentos — uma das poucas hipóteses em que existe prisão por dívida no país. Além disso, é possível a penhora de bens, o bloqueio de conta bancária e a inscrição no nome sujo.
Pensão entre ex-cônjuges
A obrigação alimentar entre ex-cônjuges existe, mas não é automática. É preciso demonstrar que quem pede a pensão não tem condições de se sustentar e que o ex-cônjuge tem capacidade financeira para contribuir. Essa modalidade de pensão tende a ser temporária — com prazo definido para que a pessoa retome a autonomia financeira.
Como a Dra. Keila Choshi pode ajudar
Cada caso de pensão alimentícia tem suas particularidades. O valor correto depende de documentos, provas e negociação estratégica. Um advogado especializado em Direito de Família pode analisar sua situação, identificar os melhores argumentos e conduzir o processo com eficiência — seja para fixar, revisar ou contestar uma pensão.
Se você tem dúvidas sobre pensão alimentícia no seu caso, entre em contato para uma consulta reservada.
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